Minidicionário com relação básica de termos relacionados ao mosquito Aedes aegypti

O objetivo da pesquisa é registrar a origem das palavras e o seu significado. É uma forma de colaborar para a conscientização sobre a necessidade de todos colaborarem para o combate ao mosquito e, assim, evitar as graves doenças que ele provoca.

Mosquites

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AEDES AEGYPTI

Nome científico do inseto popularmente conhecido como mosquito da dengue, que transmite a dengue, o zica vírus e a febre chicungunia.  Por ser nome latino, a leitura correta é “edes egipsi”. Em latim, a junção “ae” pronuncia-se “e”, como, por exemplo, em curriculum vitae.  No sentido original, do grego aedes, indesejado, enjoativo, desagradável, nauseante – termo formado pelo prefixo grego a, não, negação, carência, e edes, desejando; Aegypti, do Egito. O mosquito transmissor das três doenças é originário do Egito, na África, e vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta desde o século XVI.  O vetor foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, mas o seu nome definitivo, Aedes Aegypti, só seria estabelecido em 1818.

AUTÓCTONE

Diz-se de quem é natural do país em que habita e proveniente das raças que ali sempre habitaram. No Brasil, os autóctones sãos os índios. Na medicina, usa-se o termo para identificar os casos de doenças contraídas no próprio lugar onde o paciente habita. No que se refere à dengue, ao vírus da zica e à febre chikungunya, os casos autóctones são os contraídos por paciente picado por mosquito no próprio local em que ele habita e não o que foi infectado em outro lugar, durante viagem ou de pessoa oriunda de outra região e que já estava infectada. Do grego autókhthnon, originário do próprio solo, e do latim authochthnon, onis, autóctone, indígena, a partir do radical grego autós, mesmo, próprio.

CHIKUNGUNYA

Doença viral parecida com a dengue, causada pelo mosquito Aedes Aegypti. Os principais sintomas são febre, mal-estar e forte dor nas articulações. Foi identificada pela primeira vez, na Tanzânia, em1952. O termo  chikungunya (aportuguesado como chicungunia) origina-se  de palavra em maconde – língua dos povos macondes, habitantes do norte de Moçambique e o sul da Tanzânia, cujo  significado é  “aqueles que se dobram”. Trata-se de uma alusão à aparência encurvada dos que contraem a febre, já que ela causa intensas dores nas articulações do corpo.

DEDETIZAÇÃO

Ato de dedetizar ou desinsetizar um ambiente, com aplicação de produto que mata os insetos.  O verbo dedetizar origina-se da marca de um dos primeiros inseticidas: o DDT. Aplicar esse inseticida é dedetizar. Depois assumiu sentido genérico, para qualquer produto com essa finalidade. Em vista disso, alguns estudiosos recomendam o emprego de desinsetização.

DENGUE

Doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, Por ser nome latino, a leitura correta é “edes egipti”. Em latim, a junção “ae” pronuncia-se “e”, como, por exemplo, em curriculum vitae. Os principais sintomas são cefaleia, dor pelo corpo, febre alta, fadiga, mal-estar geral. Por isso, dengue vem do comportamento da pessoa acometida por essa doença, que fica dolorida, dengosa, com dengue. O termo teria origem do quimbundo ndenge, dialeto da Angola, que significa criança, recém-nascido, choradeira, manha.

DENGUE HEMORRÁGICA

Doença da dengue com graves hemorragias cutâneas, viscerais e digestivas, mais comuns entre crianças, e que levam a óbito se não for tratada a tempo.

DENGOSO

Manhoso, choroso, queixoso, que se comporta á semelhança de quem está com dengue, com dores pelo corpo e febre; aquele que age de forma sedutora e insinuante; que pretende atrair a atenção por gestos; que age de forma ardilosa; que se comporta de maneira manhosa, birrenta, especialmente as crianças, para conseguir anuência no que deseja.

ENDEMIA

Qualquer doença que ocorre apenas num determinado local ou região. Localiza-se, portanto, em espaço limitado, denominado faixa endêmica. Tem duração contínua, todavia limitada a uma determinada área. Em síntese, endemia é uma doença que existe em pequena proporção e em apenas uma determinada localidade e região. Quando a doença se espalha de uma comunidade para várias cidades ou regiões, passa a ser epidemia. Ao se alastrar rapidamente e sem controle por vários países e continentes, atingindo grandes massas da população, recebe a designação de pandemia. Palavra proveniente do grego, formada por em, ende, para dentro, e demos, povo, região.

EPIDEMIA

Doença que pode se espalhar rapidamente numa comunidade, numa região e para outras regiões, pois é infecciosa e transmissível. No caso, denomina-se surto epidêmico. Do grego, formada por epi, sobre, em cima, e demos, povo, região.

INSETICIDA

Substância usada para matar insetos.  Do latim insecta, insetos, e cida (que mata), do verbo latino caedere, cortar, abater, derrubar.

LARVICIDA

Substância que destrói larvas. Aplica-se em locais em que o inseto ainda está em fase larvar, evitando o seu nascimento. A larva é uma fase entre o ovo e a pupa. No caso do mosquito, a larva desenvolve-se dentro da água. Do latim, larva, ae, com o sentido original de espírito dos mortos, fantasma, máscara, boneco, e cida (que mata), do verbo caedere, cortar, abater, derrubar.

MICROCEFALIA

Deformação em que o crânio fica de tamanho menor que o normal, caracterizada pela desproporção entre a face e a caixa craniana. Há indícios de que essa anomalia seja também causada pelo mosquito Aedes aegypti.  Ocorre quando o feto da gestante infectada pelo vírus da zica sofre malformação, a mais grava delas, a diminuição da caixa craniana, com graves consequências para a vida da futura criança. Do grego mikros, pequeno, e kephale, cabeça. Também recebe o nome de nanocefalia.

PANDEMIA

Situação em que uma doença que se espalha rapidamente por vários continentes ou pelo mundo inteiro. Alcança, portanto, grandes proporções, causando a morte de elevado número de pessoas. Termo proveniente do grego, formada por pan, tudo, todos, e demos, povo, região.

Repelente

Qualquer substância usada para afastar insetos. A maior parte delas é apicada sobre a pele. Do verbo latino repellere, repelir, afastar, rejeitar, formado pelo prefixo re, para trás, repetição, intensidade, e pelere, impelir lançar. Em inglês repellent.

VACINA

Do latim vaccinus, por sua vez de vacca, varíola da vaca. Para imunizar os humanos contra a varíola do gado, usava-se um soro preparado com o vírus retirado das tetas de uma vaca atacada pela moléstia. Mais tarde, vacina passou a designar todo procedimento imunizante contra doenças contagiosas.

 

COMO ACONTECEU A DESCOBERTA DA VACINA A PARTIR DA VACA?

O pus de vesículas que desce para as tetas das vacas e cuja inoculação no homem produz uma pústula que o preserva da erupção variólica. O termo foi adotado pelo médico inglês Edward Jenner (1779–1823). Pela observação, ela descobriu que muitas das mulheres que ordenhavam vacas não padeciam de varíola, o que era um fato muito raro.  A partir disso, analisou o pus das tetas das vacas e descobriu o que veio a ser a vacina.  Sob o ponto de vista etimológico, a palavra rende uma homenagem às vacas. O termo veio a ser popularizado por Pasteur, no ano de 1880, baseando-se nos estudos de Edward Jenner, que havia imunizado pacientes contra a varíola da vaca, portanto, contra a varíola comum.

Vírus

Diminuto agente infeccioso que não tem capacidade metabólica autônoma e apenas se reproduz no interior das células vivas. Como outros organismos, pode transformar-se com continuidade genética e é passível de mutação, podendo apresentar formas diversas. No sentido figurado, mal moral de conotação patológica e contagiosa. Esse significado decorre da ação rápida de contaminação do vírus, Assim, alguém poderá se referir ao ‘vírus social’ da corrupção, da violência, etc. Do latim vírus, i, sumo, suco, sêmen, peçonha, veneno, toxina

Zica vírus

Vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti com vários sintomas e que pode causar a microcefalia congênita – adquirida por gestantes e que provoca anomalias no feto .O nome Zika tem sua origem na floresta de Zika, perto de Entebbe, na República de Uganda, local em que o vírus foi isolado pela primeira vez em 1947. Em inglês, zyca virus.

Zoonose

Doença que se manifesta principalmente em animais e que pode ser transmitida aos humanos. Eis as principais zoonoses: raiva, leptospirose, escabiose (sarna), micoses, toxoplasmose. Portanto, os animais devem ser devidamente tratados também no que se refere à vacinação, como medida preventiva, e na aplicação de outras medicações, indicadas por profissionais competentes, para preservar a saúde e qualidade de vida deles e evitar a proliferação de doenças entre eles e para os seres humanos. Do grego, zoion, animal, e nósos, doença.

A fúria das águas do Guaíba

Por: Ari Riboldi
Jornal do Comércio de 21/10/2015

Foto: Jornal do Comércio

Foto: Jornal do Comércio

Há anos, discute-se a revitalização da orla e do cais, a despoluição do Guaíba. Planos, projetos: dar vida ao lago e integrá-lo à geografia física e social da cidade. Para bem entender, é preciso recuar no tempo. Bastam algumas décadas para recuperar o leito natural do Guaíba. Nomes, marcas, testemunhas, documentos, retratos lembram com precisão realidade não tão distante. A passarela de Porto Alegre, Rua da Praia, já foi de fato praia com águas. A Ilhota perto da Praça Garibaldi de água cercada por todos os lados tornou-se espaço de casas cercado também de casas de todos os lados. A Rua da Várzea e adjacências, área do lago, tornou-se reduto de blocos de Carnaval. Por ironia, o ginásio Tesourinha, há décadas berço do Guaíba, é agora teto e socorro de desabrigados. Acuado, enxotado, colocado a correr, o lago retraiu-se, estrangulado, e o progresso tomou grande parte do que era seu. Muros e comportas ergueram-se para mantê-lo recluso.
A cidade apropriou-se de área dele e deu-lhe as costas. Não depois de muitos anos, a cidade o procura com proposta de reconciliação, convivência e harmonia, para se irmanarem e se abraçarem em novo cenário, como velhos amigos e vizinhos. A cidade, porém, não recua um centímetro e não é por falta de terras ociosas, abundantes. Para onde o Guaíba irá para guardar suas águas? Para baixo, para o fundo, para romper com as bases que o sustentam? Avançar sobre as ilhas da outra margem? O ímpeto atual de suas ondas contra muros e comportas reflete o desespero de quem foi humilhado, expulso, da geografia natural e milenar. Poucos anos se passaram e hoje pede-se piedade. Por favor, Guaíba, não invada a cidade, não desampare os vizinhos, não volte ao leito que lhe pertenceu. Quem sabe, depois do susto, após o aviso, a cidade entenda o recado e proponha um acordo mais justo e honesto com o lago Guaíba, para uma vida realmente fraterna, de igualdade e de respeito mútuos.

O Bode Expiatório 3

Lviro: O Bode ExpiatórioLANÇAMENTO
Edição Especial / Editora AGE
Livro já está à venda na AGE e nas livrarias.

A mais completa coletânea de expressões com nomes de animais, de A a Z, num único volume. Espírito de porco, tempo de vacas magras, fazer uma vaquinha, tem boi na linha, bicho de sete cabeças, cabeça de bagre, estar com o burro na sombra, idade da loba, boi de piranha, missa do galo, estar com a macaca, deu zebra, matar cachorro a grito, pagar o pato, lágrimas de crocodilo, memória de elefante, idade da loba, papagaio de pirata, soltar a franga, falar cobras e lagartos, ovelha negra, cabra da peste, deu zebra, a cavalo dado não se olha o dente. Mais de 200 expressões com a história de sua origem, o significado literal e original e o sentido atual. Linguagem simples, em estilo objetivo, direto e de refinado humor. Com certeza, leitura aprazível e fonte de pesquisa e de consulta de uma das vertentes mais ricas e criativas da língua portuguesa. Livro indicado para pesquisas e trabalhos escolares e para o leitor que busca resgatar a história de tantas expressões com nomes de animais usadas no dia a dia. Paralelamente, a obra torna-se um pano de fundo para uma compreensão mais abrangente da história da humanidade, por meio da análise de expressões e ditados que refletem o pensamento e os costumes do ser humano. Os animais sempre foram a metáfora perfeita para retratar o comportamento humano. Compreender o sentido original dessas expressões e ditados, portanto, é descobrir e acompanhar o pensamento do homem ao longo da história.

 

Encontro com professores municipais

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Para a leitura se tornar atraente e prazerosa, é importante conhecer o significado de cada termo e expressão no seu contexto histórico. Isso vale principalmente para os jovens.

Nesta terça-feira (4), tivemos o primeiro encontro do curso de formação “Etimologia e Origem de Expressões Populares”. A palestra aconteceu na sede da Secretaria Municipal de Educação e é voltada para os professores municipais.

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Fotos: Bruno Teixeira/Divulgação PMPA

Os sons dos animais

Você sabe o verbo correspondente aos sons dos animais?

abelha: zumbir
baleia: bufar
beija-flor: trissar
búfalo: berrar
burro: zurrar
cão: ladrar ou latir
cavalo: relinchar
cobra: silvar
coruja: piar
elefante: urrar
galinha: cacarejar
gato: miar
garça: ganizar
javali: grunhir
leão: rugir
lobo: uivar
mosca: zumbir
mosquito: zunir
ovelha: balir
papagaio: parlar
peru: gorgolejar
pomba: arrulhar
porco: grunhir
sabiá: trinar
sapo: coaxar
tigre: bramar, bramir
vaca: mugir

Neymar ou Rodríguez: quem será o grande craque?

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O Brasil entra em campo nesta sexta-feira (4) contra a Colômbia, em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo. De um lado, Neymar; de outro, James Rodríguez.

Ambos são jovens, disputam a artilharia e já receberam o título de craques dos respectivos times. Mas você sabe de onde veio o termo “craque”?

Vem do inglês crack, quebrar. O craque sempre quebra a rotina do jogo e a defesa adversária. Qual dos dois vai levar a melhor?

Mãe coruja

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A mamãe-coruja tem uma característica única: seu filho é detentor da mais extraordinária beleza, possuiu as mais raras qualidades e um caráter sem igual. Com certeza, trata-se do melhor dos filhos do mundo inteiro. É sem igual, sem comparação, irrepreensível. Por extensão, aplica-se a papai-coruja, vovó, vovô, tios e demais parentes. Ai de quem ouse falar algo que contrarie os dotes da referida criatura! Além de ser cego, é imbuído de pura inveja.

Para entender a origem da expressão e do fenômeno, necessário se faz relembrar uma fábula de La Fontaine.

A coruja e a águia

Coruja e águia, após longo tempo de muita briga, resolveram fazer um pacto e celebrar as pazes.
- Chega de guerra, disse a coruja. Este mundo é tão grande, não há motivo para andarmos a comer os filhotes uma da outra. É muita tolice da nossa parte.
- Muito bem, respondeu prontamente a águia. Estou de pleno acordo.
- De hoje em diante, não mais devorarás os meus filhotes, propôs a coruja.
- Perfeitamente. Mas como haverei de distinguir que sãos os teus filhotes? – indagou a águia.
A coruja prontamente respondeu-lhe:
- Nada mais fácil para reconhecê-los! É só observar a sua beleza! São os filhotes mais elegantes e mais encantadores sobre a face da terra!
E assim ficou acordado entre as partes. Dias depois, a águia andava faminta e partiu em voo à busca de caça. Com seus olhos privilegiados, logo encontrou um ninho, numa toca, com três monstrengos lá dentro, que piavam de bico muito aberto.
- Que bichos horríveis! Com certeza, não são os filhos da coruja, pensou a águia.
Faminta e livre de qualquer dúvida, fez uma saborosa refeição, devorando os três bichinhos. Mas, infelizmente, eram os filhos queridos da coruja. Ao retornar para a toca, a triste mãe chorou amargamente e, de imediato, foi tirar satisfação da águia.
- Aqueles monstrenguinhos eram teus filhos? Juro que em nada se pareciam com a descrição que deles me fizeste, disse a águia, contrariada com o acontecido.
Moral: Quem ama o feio, bonito lhe parece.

Feliz Dia das Mães!

Ficar a ver navios

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Não alcançar o que pretendia; ficar logrado; sofrer decepção. A expressão teria surgido durante o período áureo das navegações portuguesas. Dom Sebastião, rei de Portugal, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, em Marrocos, na África, em 1578, mas seu corpo nunca foi encontrado. Ninguém queria acreditar na morte do monarca, dada a sua fama de valentia, coragem e destreza.

Pelo contrário, difundiu-se a crença de que ele havia encantado e, a qualquer momento, voltaria a Portugal e retomaria o período das grandes conquistas pelos mares. As pessoas ficavam no Alto de Santa Catarina, em Lisboa, com o olhar voltado para o mar, esperando a volta do soberano. Como ele não retornou, o povo ficou a ver navios.

Onde Judas perdeu as botas

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Lugar distante, remoto e de difícil acesso. A expressão popular estaria vinculada ao Apóstolo Judas, o traidor de Jesus, que o delatou aos soldados em troca de 30 moedas e, depois, foi enforcar-se numa árvore.

É o que registra o evangelista São Mateus, também um dos doze apóstolos seguidores de Jesus, no capítulo 27, versículo 5:

“E Judas, atirando para o templo as moedas, retirou-se e foi se enforcar”.

O traidor de Jesus, a partir do episódio referido, nunca mais foi perdoado pela Igreja e tão menos pela linguagem. Não se sabe se ele usava botas. Possivelmente, não. Nem há registros a respeito do lugar onde se enforcou. Com certeza, porém, não deve ter sido um local aprazível e acolhedor.

Há outras expressões equivalentes, sempre de caráter pejorativo, nas quais Judas e o diabo são sinônimos: onde o diabo perdeu as botas, onde o diabo perdeu as esporas, cafundó dos diabos, no calcanhar do Judas, cafundó do Judas.

Páscoa, uma passagem.

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Do hebraico “pessach”, nome da festa anual que os pastores hebreus faziam, quando ainda viviam nômades, para comemorar a chegada da primavera. Mais tarde, quando Moisés libertou os hebreus da escravidão do Egito, com a milagrosa travessia do Mar Vermelho, a palavra assumiu o sentido de passagem, de libertação. Os cristãos, por simbologia, adotaram o mesmo nome para marcar a passagem da morte para a vida, ou seja, para a celebração da ressurreição de Jesus Cristo, após o terceiro dia de sua morte. Segundo os historiadores, a morte de Jesus aconteceu no mesmo período em que os hebreus celebravam a festa anual da sua Páscoa.